(21) 3515-0808

Entrevistas com especialistas

Dra. Renata

Entenda os benefícios da imunoterapia para pacientes alérgicos

As alergias são um desconforto comum na vida de inúmeras pessoas.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), somente no Brasil, 30% da população sofre com algum tipo de alergia. Ainda segundo a OMS, a imunoterapia é o único tratamento que proporciona uma melhora duradoura desse problema. A principal finalidade desse tratamento é preparar o organismo para reagir de forma menos sensível às substâncias que causam as alergias, tornando o sistema imunológico mais resistente.

Em linhas gerais, as vacinas de imunoterapia consistem na aplicação de partículas microscópicas das substância causadoras da alergia. Esses alérgenos são administrados em doses crescentes, até resultarem na dessensibilização do organismo. Após o término do tratamento, o paciente não sentirá mais o mesmo desconforto quando estiver exposto ao alérgeno.

Para entender melhor os benefícios da imunoterapia, acompanhe a entrevista exclusiva com a médica Renata Nagliat, que faz parte da nossa equipe de alergistas e imunologistas da Alergo Ar.

1. O que é a imunoterapia e para que ela serve?

Renata Nagliat: a imunoterapia serve para modular o sistema imunológico e fazer com que o paciente deixe de reagir de forma exagerada ao que ele tem alergia. O tratamento serve para abrandar e reverter crises alérgicas como as que são causadas por rinites, asma, dermatite atópica, uma conjuntivite alérgica, entre outras.

2. De que modo essas vacinas agem no organismo?

Renata Nagliat: o mecanismo de ação da vacina, eu costumo dizer que é como “colocar o trem sobre os trilhos”.

O sistema imunológico de um paciente alérgico tende a reagir de forma exacerbada a um determinado alérgeno, como, por exemplo, poeira, pêlo de um animal ou pólen. As vacinas de alergia fornecem quantidades pequenas, graduais daquele alérgeno para que o organismo vá gradativamente criando uma resistência através da produção de anticorpos de bloqueio, que são as anti-IgE.

Isso faz o que o organismo do alérgico esteja mais preparado para se defender de crises alérgicas. Seu organismo passa a reagir de forma mais branda e com maior facilidade de reverter esses quadros.

3. Em quais doenças alérgicas elas são indicadas? 

Renata Nagliat: a imunoterapia é indicada em casos de rinite alérgica, asma, conjuntivite alérgica e alguns casos de dermatite atópica, alergia à picada de insetos, cosméticos, entre outras substâncias.

4. Quais os pré-requisitos para se iniciar um tratamento com vacinas ? 

Renata Nagliat: o pré-requisito para iniciar o tratamento com as vacinas é uma boa história clínica do paciente, o que será avaliado durante consulta com um bom alergista. Após essa avaliação inicial, é realizado o  teste alérgico, e com base em seu resultado indicamos uma vacina específica para cada caso.

Os testes alérgicos e as vacinas são realizados de acordo com o nível de alergia do paciente. Por exemplo, há pessoas que são muito alérgicas a um determinado tipo de ácaro, dermatophagoide pteronyssinus, no sul do país é muito comum alergias a pólen, as gramíneas. Tudo isso é avaliado com muita cautela.

5. Durante quanto tempo deve se manter o tratamento e qual o seu efeito em longo prazo?

Renata Nagliat: o tempo preconizado para se manter o tratamento é de dois a três anos.

6. Após o tratamento, a alergia pode retornar?

Renata Nagliat: há pessoas que quando param o tratamento, podem voltar a sentir algum efeito da alergia, ainda que de forma mais branda.  Porém, existem pacientes cuja melhora é permanente sem que seja necessário voltar a fazer imunoterapia.

Imunoterapia na Alergo Ar

Além da vacina tradicional, a Alergo Ar também possui duas outras vacinas que resultam em inúmeras combinações de alérgenos: ProgressUP® e a PadronUP®. Tais vacinas possibilitam a redução das reações alérgicas de forma mais rápida que a vacinas tradicionais e com menor necessidade de novas injeções.