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Técnica para curar asma grave com células-tronco

Equipe da UFRJ iniciará testes de tratamento que regenera pulmões

Rio - A partir do início do ano que vem, cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) devem começar a testar tratamento com células-tronco em portadores de asma grave, que não respondem aos medicamentos convencionais. Experimentos com camundongos provaram que o método foi eficaz na regeneração do pulmão dos animais.

De acordo com Marcelo Morales, um dos coordenadores do estudo, a técnica consiste na retirada da célula-tronco da medula óssea do própria paciente. Depois, esse material é inserido na traqueia, de onde vai para o pulmão.

“Essa célula-tronco tem a capacidade de liberar fatores (proteínas) que regeneram o pulmão, permitindo a reconstrução do aparelho respiratório e impedindo a evolução da doença”, explica o profissional.

A técnica também aumentou a resistência dos roedores testados, mesmo em situações em que as cobaias foram expostas a substâncias que fazem as vias respiratórias fecharem.

“A asma ocorre por uma inflamação nas vias pulmonares, podendo se tornar um distúrbio que causa até morte em casos graves”, explicou Morales, ressaltando que alguns pacientes não respondem aos tratamentos convencionais.

“Essas pessoas são as que queremos beneficiar com o método. A UFRJ mantém um banco de dados de pacientes com o perfil para serem voluntários na pesquisa. Serão escolhidas 10 pessoas”, informou.

Para ser testado nos pacientes, o projeto aguarda apenas a liberação do Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão que autoriza pesquisas com humanos no País.

Segundo o IBGE, cerca de 5% dos brasileiros sofrem de asma. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, de cada dez crianças, duas têm a doença.

Como O DIA informou em 3 de maio, a Organização Mundial de Saúde lançou uma campanha esse ano para reduzir em 50% o número de internações por asma nos próximos cinco anos. Chiado, dor no peito, falta de ar, tosse e dificuldade para respirar são os principais sintomas da doença.


Tratamento para silicose

O grupo da UFRJ já usa o método com células-tronco para quem sofre de silicose, uma inflamação pulmonar causada pela inalação de pó de sílica. Cinco pacientes, selecionados pelos pesquisadores, tiveram melhora significativa na capacidade respiratória. “Os tratamentos funcionaram muito bem, mas, pelo número pequeno de pessoas, ainda não temos a comprovação estatística”, disse Morales, ressaltando que, em breve, o estudo deve se expandir para um número maior de pacientes.


Fonte: O Dia Online, 28/08/2010.



Tabagismo mata 200 mil pessoas por ano no Brasil

RIO DE JANEIRO - Na quinta-feira, penúltimo dia do 48° Congresso Científico do Hupe, um tema de extrema importância foi abordado: o tabagismo. Segundo, o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UNB), Calor Viegas, um bilhão e meio de pessoas no mundo apresentam o problema. “O tabagismo não é só um fator de risco para diversas doenças. Ele próprio é uma doença crônica e que mata mais do que qualquer outro fator ambiental ou comportamental no mundo”, disse.

O número de mortes por ano, no mundo, por causa da doença, chega a cinco milhões, segundo o professor. No Brasil, esse número é de 200 mil pessoas por ano. “Se não fizermos nada, em 2030 10 milhões de pessoas no mundo irão morrer por causa da doença”, disse. De acordo com ele, 70% dessas mortes serão em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Diferente do que se diz, o médico mostrou que o problema do cigarro não está na nicotina. “Não existe nenhuma doença causada pela nicotina. Pelo contrário, ela traz bom humor, perda de peso, melhora a tarefa cognitiva etc”, disse. Ele explicou que o problema do tabaco é que, ao usá-lo, a pessoa está ingerindo mais de quatro mil outras substâncias, como o cádmio, por exemplo, um metal pesado que traz sérios problemas à saúde. “Quando inaladas, essas substâncias caem na corrente sanguínea e atingem todo o organismo, ou seja, o tabagismo é uma doença que afeta todo o corpo humano”, explicou.

O tabaco causa dependência psíquica e química e, segundo o médico, mesmo depois de ter parado de fumar há anos, o ex-fumante pode não está totalmente livre das substâncias que o tabaco possui. “Mesmo depois de 10, 15 anos, o ex-fumante pode desenvolver câncer, por exemplo”, disse.

Carlos explicou que 80% das pessoas começam a fumar com menos de 19 anos. Entre as causas, ele citou, o modelo de comportamento – dos pais, por exemplo –; acesso fácil – “cigarro se vende em qualquer lugar e com apenas 10 centavos se consegue comprar uma unidade do produto”, disse –; cultural; e pela propaganda subliminar em novelas, reality shows, enfim, na mídia em geral.

De acordo com o especialista, duas perguntas devem ser feitas para descobrir se a pessoa sofre da doença: quantos cigarros ela fuma por dia e quantas horas depois de acordar ela acende o primeiro cigarro. “Se a resposta para a primeira pergunta for 15 ou mais cigarros, e a resposta para a segunda pergunta for menos de uma hora após acordar, ela tem a doença”, explicou.

Para o médico, muitas pessoas fumam por comportamento, não por dependência. “Elas se acostumaram a fumar depois de um café, da atividade sexual, do banho ou de acordar”, exemplificou. Ele encerrou a palestra dizendo que o tabagismo é curável, porém é um processo longo e que depende do querer do fumante. “Não existe nenhum remédio que faça um individuo para de fumar. Só depende da sua vontade”, ratificou.


Fonte: JB Online, 27/08/2010.



Paracetamol pode agravar asma

Estudos internacionais ligam o consumo da substância a uma maior incidência do problema em bebês e crianças

Rio - Dois grandes estudos internacionais divulgados essa semana indicaram que o uso de paracetamol (princípio ativo do Tylenol) pode ser uma das causas do aumento do número de pessoas com asma.

Cientistas do Medical Research Institute da Nova Zelândia avaliaram 322 mil adolescentes com idades de 13 e 14 anos de 50 países. Cerca de 11% dessas crianças que participaram do estudo tinham dificuldades para respirar.

Segundo a pesquisa, os jovens que tomaram paracetamol pelo menos uma vez por mês duplicaram as chances de ter asma. Eles também eram mais propensos a ter congestão nasal alérgica e eczema.

Um outro relatório mostrou pela primeira vez que muitas crianças tomavam paracetamol antes de terem sintomas de problemas respiratórios, como respirar com dificuldade.

A equipe da Universidade de Addis Abeba, na Etiópia, acompanhou mais de mil bebês no país ao longo de três anos. Quando as crianças completaram um ano, os pesquisadores avaliaram se os bebês tinham problemas respiratórios e quanto paracetamol tinham tomado. Cerca de 8% das crianças começaram a ofegar com idades entre um e três anos. As que tinham tomado paracetamol no primeiro ano tinham até sete vezes mais chance de desenvolver asma.

Segundo os cientistas, as pesquisas não mostram que o paracetamol seja uma das causas da asma — para isso, seriam necessários mais testes clínicos. Entretanto, os resultados indicam que o medicamento pode potencializar a resposta do sistema imunológico, agravando alergias.

O laboratório McNeil Consumer Healthcare, que vende o Tylenol, afirmou que o produto “tem mais de 50 anos de história clínica para provar sua segurança e eficácia”. A empresa também informou que há ensaios clínicos que mostram que não há relação de causalidade entre paracetamol e asma.

O paracetamol (ou acetaminofeno) costuma ser indicado para febre e dor e é uma das drogas mais usadas nos EUA.


Fonte: O Dia Online, 18/08/2010.



Maioria dos brasileiros acredita que frio é causa de gripe e
resfriado

Mais de 80% dos brasileiros acham que o frio causa ou piora gripes e resfriados. Essa é apenas uma das noções erradas disseminadas sobre as doenças respiratórias contagiosas mais comuns.

Tanto a gripe quanto o resfriado são causados apenas por vírus. "A maior prevalência no inverno é em razão do aumento da aglomeração de pessoas em locais menos ventilados, facilitando a disseminação do vírus e a contaminação", diz a pneumologista Jussara Fiterman.

Pesquisa do Datafolha para a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia mostrou que os brasileiros estão mal informados sobre essas doenças. "As pessoas não têm ideia de como prevenir e tratar", diz Fiterman, que preside da entidade.

Para ela, o desconhecimento dos sintomas mais importantes dificulta o diagnóstico. "Se detectamos logo os sinais de gravidade, é mais fácil controlar as complicações", afirma.

Infecção causada pelo vírus Influenza, a gripe pode evoluir para pneumonias e insuficiência respiratória. Em casos mais graves, pode levar à morte.

Isso não acontece nos resfriados, outra doença respiratória contagiosa. A pesquisa também mostrou que a maioria das pessoas não sabe distinguir uma da outra.


Fonte: Folha.com, 18/08/2010.



Cerveja aumenta risco de doença de pele em mulheres, diz estudo

Boston (EUA) - Mulheres que tem o costume de beber cerveja regularmente têm mais chances de desenvolver psoríase, uma doença de pele crônica, sugere um estudo de pesquisadores americanos. O estudo diz que as mulheres que bebem cinco cervejas por semana têm o dobro de risco de desenvolver a doença em comparação com as mulheres que não bebem. As informações são da BBC.

A pesquisa, da Harvard Medical School, em Boston, analisou dados de mais de 82 mil enfermeiras entre 27 e 44 anos e seus hábitos de consumo de bebidas alcoólicas entre 1991 e 2005. Os pesquisadores disseram observar um aumento de 72% no risco de psoríase entre as mulheres que bebiam mais do que uma média de 2,3 cervejas por semana em relação às mulheres que não bebiam.

Para as mulheres que bebiam cinco copos de cerveja por semana, o risco era 130% maior. Porém as mulheres que bebiam qualquer quantidade de cerveja não alcoólica, vinho ou bebidas destiladas não apresentaram um aumento do risco de desenvolver psoríase.

"A cerveja comum foi a única bebida alcoólica que aumentava o risco de psoríase, sugerindo que alguns componentes não-alcoólicos da cerveja, que não são econtrados no vinho ou nos destilados, podem ter um papel importante no estabelecimento da psoríase", afirma à BBC o autor da pesquisa, Abrar Qureshi.

O estudo, publicado na revista especializada Archives of Dermatology, sugere que a causa do aumento no risco de prsoríase pode ser a cevada com glúten, usada na fermentação da cerveja.

Estudos anteriores mostraram que uma dieta sem glúten pode melhorar os casos de psoríase nos pacientes sensíveis ao glúten. Segundo o estudo, as pessoas com psoríase podem ter uma sensibilidade latente ao glúten.

A doença, cuja origem é genética, é normalmente desencadeada por alguma situação específica. Seus efeitos são comumente leves, mas em alguns casos extremos chegam a deixar os pacientes desfigurados.


Fonte: O Dia Online, 17/08/2010.



Homens são mais propensos a câncer de pele, diz dermatologista

Por não fazerem uso diário de protetor solar e pela exposição mais frequente aos raios ultravioletas, os homens são mais propensos ao câncer de pele, de acordo com a dermatologista Adriana Caldas.

Segundo ela, as mulheres geralmente são mais vaidosas e têm o costume de cuidar da pele. A médica ressalta neste podcast a necessidade de os homens também se protegerem, já que a maioria dos profissionais que desempenha atividades ao ar livre, como carteiros e garis, é do sexo masculino.

Ao usar o filtro solar no dia a dia, os homens devem proteger as áreas expostas, como braços e face, sem se esquecer das orelhas, que ficam diretamente expostas, aconselha Adriana Caldas. A dermatologista diz que é preciso dar especial atenção às áreas de calvície, que têm predisposição ao câncer de pele.

"A gente pede aos homens calvos e moderadamente calvos para, além do filtro solar, usarem chapéu."


Fonte: Folha.com, 15/08/2010.



Pesquisas mostram indícios de que paracetamol aumenta casos de asma em crianças

Dois estudos levantaram indícios de que o analgésico paracetamol - mais conhecido como Tylenol - pode estar alimentando um aumento mundial de asma.

Segundo uma das pesquisas publicada na quinta-feira (12), a substância poderia ser responsável por pelo menos quatro em cada dez casos de asma grave em adolescentes.

Enquanto ninguém sabe se a droga causa a asma por si só, um outro relatório --publicado junto com o primeiro estudo-- mostra pela primeira vez que muitas crianças tomavam paracetamol antes de desenvolverem sintomas como respirar com dificuldade.

'Nós confirmamos que o uso do remédio veio em primeiro lugar, portanto uma relação de causalidade é cada vez mais provável', disse Alemayehu Amberbir, da Universidade de Addis Ababa, na Etiópia, e da Universidade de Nottingham, no Reino Unido.

Antes que alguém limpe seu armário de remédios, testes clínicos devem ser feitos em larga escala, ressaltou Amberbir, cujas descobertas estão publicadas no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

A equipe do pesquisador acompanhou mais de 1.000 bebês da Etiópia ao longo de três anos. Quando as crianças completaram um ano, os pesquisadores perguntaram às mães se seus bebês tinham problemas respiratórios e quanto paracetamol tinham tomado.

Cerca de 8% das crianças começaram a ofegar com idades entre um e três anos. Aquelas que tinham tomado paracetamol no primeiro ano - antes da dificuldade para respirar - tinham até sete vezes mais chance de desenvolver asma.

O aumento se manteve mesmo após o ajuste para febre e tosse, que em princípio poderiam ter provocado tanto a dificuldade de respirar quanto o uso de analgésicos.

'O que temos são informações e uma forte associação entre o uso de paracetamol e asma', disse Dipak Kanabar, que escreveu orientações sobre analgésicos, mas não esteve envolvido no estudo novo.

Mas Kanabar, pediatra consultor Hospital Infantil Evelina, em Londres, advertiu que a lembrança dos pais nem sempre são precisas, o que poderia ter influenciado os resultados.

"Nós temos que ser cuidadosos quando damos conselhos aos pais e salientar que estes estudos não significam que o consumo do paracetamol resultará necessariamente no desenvolvimento da asma", disse ele.

Mas se a relação se tornar real, pode haver um impacto importante na saúde pública, de acordo com outro relatório do American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

Nesse estudo, baseado em mais de 320.000 adolescentes de 50 países, 11% das crianças tinham dificuldade para respirar - apenas um pouco mais do que a porcentagem de crianças americanas que têm asma.

Aqueles adolescentes que tomaram paracetamol pelo menos uma vez por mês - um terço dos analisados mundialmente, e mais de quatro em cada dez americanos - duplicaram suas chances de asma.

Eles também eram mais propensos a ter congestão nasal alérgica e eczema, relatou a equipe de Richard W. Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia.

Os investigadores estimam que o paracetamol poderia ser responsável por até quatro em cada dez de todos os sintomas da asma, inclusive graves, como acordar ofegando uma vez por semana ou mais.

O laboratório McNeil Consumer Healthcare, que vende o Tylenol, disse em uma nota que seu produto "tem mais de 50 anos de história clínica para provar sua segurança e eficácia. O perfil de segurança bem documentado faz do analgésico o preferido para quem sofre de asma".

A empresa disse que há ensaios clínicos padrão que mostram que não existe relação de causalidade entre o paracetamol e a asma.

No entanto, Kanabar encontrou em sua revisão da literatura médica que o ibuprofeno - outro analgésico às vezes vendidos como Advil - pareceu provocar menos dificuldades de respiração do que o paracetamol.

No entanto, o ibuprofeno não é recomendado a pessoas com asma, disse Kanabar, e a maioria dos médicos receita Tylenol.

A aspirina, outro analgésico comum, é geralmente desaconselhada a crianças, pois pode causar problemas respiratórios a curto prazo e outros efeitos colaterais raros.

De acordo com Kanabar, deixar de dar analgésicos às crianças é provavelmente uma má ideia e elas podem se sentir pior e beber menos líquidos, o que poderia retardar a recuperação.

Na hora de escolher entre o tylenol e o ibuprofeno para combater a febre ou dor de cabeça do filho, Kanabar disse que "pode ser qualquer um".


Fonte: Folha.com, 13/08/2010.



Dermatologistas alertam para cuidado com alergia frequente
em crianças

Rio - O 65º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia que ocorrerá no dia 7 de setembro, no Riocentro, pretende alertar os pais para uma doença que se manifesta de forma frequente nas crianças e pode se tornar muito grave. A afecção chamada de mastocitose é pouco conhecida e muitas vezes é confundida com alergias comuns, mas pode ter consequências mais graves.

Uma pesquisa realizada em São Paulo aponta que 92% dos casos ocorrem em bebês com 1 ano de vida e pode evoluir para outras doenças. É uma doença em que há proliferação de mastócitos na pele e em outros órgãos e tecidos. “É uma patologia predominantemente cutânea e infantil. Por apresentar sintomas parecidos com o de uma alergia comum, pode ser diagnosticada de maneira errada e em raros casos pode ser sistêmica. O diagnóstico precoce é importante, já que na evolução da doença, os pacientes podem ter sintomas respiratórios, ou de outra natureza", disse a dermatologista pediátrica do Hospital Municipal Jesus, Ana Mósca.

O tratamento para a doença é uma combinação de anti-histamínicos que os pacientes devem toma. Alguns medicamentos como o de ácido acetil salicílico, anestésicos opiáceos, substâncias contendo álcool, podem piorar as manifestações.

O desaparecimento da mastocitose ocorre na maioria das vezes na adolescência. Caso não seja tratada adequadamente, ela pode eventualmente se converter em manifestações alérgicas intratáveis. Nos adulto, o acompanhamento é importante porque pode estar relacionado com neoplasias malignas. O evento em questão contará com a presença de Mósca, além de vários médicos nacionais e internacionais, discutindo os mais diversos temas da área.


Fonte: O Dia Online, 09/08/2010.



Gastos com doenças relacionadas ao fumo são 20 vezes maiores do que despesas com prevenção do tabagismo

Pesquisas divulgadas no congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio (Socerj), que acontece esta semana no Hotel InterContinental, mostram que gastos com tratamentos de doenças cardiovasculares causadas pelo hábito de fumar são quase 20 vezes maiores do que o que seria necessário para programas de prevenção todos os anos.

Segundo dados do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo (NETT) da UFRJ, com base em estudos encomendados pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio, as despesas hospitalares e ambulatoriais do SUS-RJ no tratamento de pacientes com infarto, doença relacionada ao tabagismo, de 2004 a 2008, 28 mil pessoas foram internadas com diagnóstico da doença, e o fumo foi responsável por 19% dos casos. O gasto médio estimado para assistência hospitalar atribuído ao cigarro foi de 117,3 milhões de reais. Enquanto o custo médio do tratamento de um fumante para ajudá-lo a se livrar do vício é de R$ 428, o do tratamento de um infarto, por exemplo, é de R$ 8.074,00 no SUS-RJ.


Fonte: Prontuário de Notícias, 06/08/2010



Dermatologistas alertam sobre o diagnóstico de mastocitose

Ana Mósca, dermatologista pediátrica do Hospital Municipal Jesus, falará no 65º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, sobre uma afecção chamada Mastocitose muito confundida com as alergias comuns. Apesar de pouco conhecida, conforme pesquisa realizada em São Paulo, 92% dos casos ocorrem em bebês com 1 ano de vida e pode evoluir para outras doenças. É uma doença em que há proliferação de mastócitos na pele e em outros órgãos e tecidos.

Apesar de pouco conhecida, conforme pesquisa realizada em São Paulo, 92% dos casos ocorrem em bebês com 1 ano de vida e pode evoluir para outras doenças. É uma doença em que há proliferação de mastócitos na pele e em outros órgãos e tecidos.

“É uma patologia predominantemente cutânea e infantil. Por apresentar sintomas parecidos com o de uma alergia comum, pode ser diagnosticada de maneira errada e em raros casos pode ser sistêmica. O diagnóstico precoce é importante, já que na evolução da doença, os pacientes podem ter sintomas respiratórios, ou de outra natureza. Por isso é importante detectá-la o quanto antes”, diz a médica.

A mastocitose, quando bem diagnosticada, pode ser tratada e controlada. O tratamento para a doença é uma combinação de anti-anti histamínicos que os pacientes devem tomar durante o curso da afecção. Alguns medicamentos como o de ácido acetil salicílico, anestésicos opiáceos, substâncias contendo álcool, podem piorar as manifestações.

O desaparecimento da mastocitose ocorre na maioria das vezes na adolescência. Caso não seja tratada, ela pode eventualmente cursar com manifestações alérgicas intratáveis. Nos adultos o acompanhamento é importante porque pode estar relacionado com neoplasias malignas. Ana falará sobre o tema no dia 07 de Setembro, no Riocentro e, além da dermatologista, o evento contará com vários médicos nacionais e internacionais, discutindo os mais diversos temas da área.


Fonte: JB Online, 06/08/2010



Rinite alérgica pode causar alterações em funções básicas
do organismo

A obstrução nasal, que é o principal sintoma da rinite alérgica, pode levar uma pessoa a respirar de forma errada. Além disso, pode influenciar na mastigação, com movimentos incorretos e dificuldade para engolir a comida.

Na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), uma pesquisa analisou 170 pessoas com idade entre 6 e 55 anos - metade delas tinha rinite. Segundo o estudo, os pacientes com a doença apresentaram alterações na forma de respirar, mastigar e engolir (problemas funcionais) e alterações na oclusão dentária (problema estrutural relativo à posição dos dentes na boca). Em relação à fala, não foram observadas mudanças.

A fonoaudióloga Catiane Maçaira de Lemos, autora da pesquisa, explica que a obstrução nasal na rinite é sazonal, ou seja, há momentos do dia, da semana ou do mês em que o nariz fica “entupido”.


Alterações

A respiração correta ocorre pelo nariz. Entretanto, nos pacientes com rinite, a respiração pela boca é a forma mais frequente em todas as idades. “Os adultos [100%] respiravam apenas pela boca”, conta Catiane. “Embora haja uma tendência natural de melhora na maneira de respirar - quanto mais velha é a pessoa, melhor ela respira -, isso não foi observado em quem tinha a doença”, observa a fonoaudióloga.

Assim, enquanto quase 83% das crianças com rinite respiravam pela boca, 97% dos adolescentes apresentavam esse tipo de respiração, atingindo a totalidade nos adultos. Isso significa que, em pessoas com rinite, houve uma piora na forma de respirar.

Considerando a mastigação, as principais constatações foram as que dizem respeito aos movimentos mandibulares e aos padrões mastigatórios. “Mastigar de boca aberta ou amassar em vez de triturar os alimentos foram mudanças observadas em pacientes com rinite”, conta Catiane.

“No grupo de pessoas sem a doença, todos mastigavam corretamente”, completa. Engasgos, língua para fora dos dentes e movimentação de cabeça para ajudar a engolir foram as principais alterações encontradas na função de deglutição. Em torno de 80% dos participantes com rinite apresentaram essa função alterada.

Segundo o estudo, os problemas decorrentes da rinite são causados pela flacidez dos músculos do lábio, da língua e da bochecha. Porém, há tratamento para reverter o quadro e o primeiro passo é combater a obstrução nasal, principal causa de todas as mudanças.

Além disso, o tratamento deve ser multidisciplinar. “Deve-se procurar um otorrino, para tratar a rinite, um fonoaudiólogo, para melhorar e fortalecer a musculatura, e um dentista para corrigir os dentes”, recomenda Catiane.


Rinite

Além da obstrução nasal, a rinite alérgica desencadeia outros sintomas, como espirros, coriza (nariz escorrendo) e prurido (coceira). Suas principais causas são fatores ambientais, em que alguns antígenos (como ácaros, pêlos ou poeira) podem desencadear a crise. De acordo com alguns estudos, também pode haver um fator genético, no qual a pessoa já nasce predisposta a desenvolver a doença.

Um levantamento feito em 2008 em oito países da América Latina constatou que aproximadamente 59% dos adultos têm sintomas de rinite. “Daí a importância da pesquisa, que estudou as consequências da obstrução nasal causada exclusivamente pela doença”, afirma Catiane.

A dissertação "Alterações funcionais do sistema estomatognático em um grupo de pacientes com rinite alérgica" teve a orientação do professor João Ferreira de Mello Júnior, do Departamento de Otorrinolaringologia da FMUSP.


Fonte: Estadão, 05/08/2010



Vacinação de adultos ajuda a reduzir transmissão de doenças

A vacinação é a medida mais efetiva para prevenção de doenças. Assim como as crianças, os adultos também devem se proteger contra doenças infecciosas como gripe, catapora, rubéola, hepatite, entre outras. A imunização na fase adulta ajuda a reduzir o índice de transmissão de doenças no ambiente de trabalho e familiar, além de evitar gastos com medicamentos e internações e proporcionar mais disposição nas atividades diárias.

De acordo com a infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Elisa Maria Beirão, é fundamental manter a vacinação atualizada em todas as fases da vida. “As complicações das doenças infecciosas são mais comuns e graves em adultos, principalmente em diabéticos, cardiopatas e pacientes imunodeprimidos, como portadores de câncer e HIV, por serem mais predispostos a infecções”, explica.

As doenças infecciosas são as que mais levam os adultos ao afastamento do trabalho por períodos longos. Por isso muitas empresas optam por realizar campanhas anuais para completar o calendário de vacinação com aplicação de reforço e novas vacinas.

O Centro de Vacinação do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atende diversas empresas, como a NEC Brasil. Segundo a analista de RH da NEC Brasil, Clarice Terumi Ito, há mais de dez anos a companhia promove campanhas de vacinação internas com a adesão de mais da metade dos funcionários. “Desde a realização da campanha nota-se uma menor incidência de funcionários gripados ou com necessidade de afastamento médico”, afirma a analista.


Fonte: JB Online, 04/08/2010



Academia Brasileira de Rinologia lança campanha para estimular
respiração saudável

Queda da temperatura e dias mais secos do inverno contribuem para aumento de doenças como asma

SÃO PAULO - Nesta sexta-feira, 30, a Academia Brasileira de Rinologia lança uma campanha para estimular a respiração saudável. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 70% da população respira de forma errada, prejudicando os pulmões e órgãos adjacentes.

A segunda edição da campanha "Respire pelo Nariz e Viva Melhor" pretende alertar e orientar a população sobre as vantagens de respirar pelo nariz e dos perigos que a falta desse hábito pode causar à saúde.

A ação quer esclarecer as principais dúvidas sobre os cuidados com a respiração nasal, além de dar dicas de prevenção à gripe, diferenças entre resfriados, rinites e sinusites; ronco e apneia do sono; obesidade e respiração; alterações do olfato e doenças que causam a obstrução nasal.

Por isso, conhecer melhor doenças como a asma, entender as causas e fazer uso de medicamentos controlados, que evitem crises, ajudam muito a diminuir a incidência do problema no inverno.

A queda da temperatura e os dias mais secos contribuem para o aumento das crises de asma, por exemplo, principalmente entre as crianças. Porém, outro agravante para a incidência da doença nesta época do ano é o descaso em relação à prevenção, que exige um conhecimento das causas por parte dos pacientes e a continuidade do tratamento durante o ano todo.

Por se tratar de uma enfermidade de tratamento fácil, na maioria das vezes, as preocupações do asmático com sua saúde só ganham importância quando a falta de ar já está instalada. Especialistas reforçam que a crise é apenas o auge do problema, a ponta do iceberg. O paciente tem a doença 100% do tempo, o que torna o tratamento continuado de extrema importância para o controle e uma melhor qualidade de vida do indivíduo.

O pneumologista pediátrico Bernardo Kiertsman, professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, explica que as doenças respiratórias são frequentes durante todo o ano, mas mais incidentes no outono e inverno. "Nesta época, é comum usarmos roupas mais pesadas e que, na maioria das vezes, estão guardadas há muito tempo.

O acúmulo de pessoas em ambientes fechados e mal ventilados se torna mais frequente e contribui para que os asmáticos fiquem mais suscetíveis às crises", destaca o médico, reforçando que o controle ambiental adequado, principalmente dentro de casa, é uma das melhores formas de prevenção.

O ar frio, irritante para a mucosa respiratória e possível causador do fechamento dos brônquios, associado ao maior tempo dentro de ambientes fechados por causa do frio, a presença de poeira, ácaros e outras substâncias alergênicas, e a maior ocorrência de resfriados e gripes acabam formando um cenário ideal para a piora dos sintomas e a ocorrência das crises de asma. A chegada das frentes frias, comum nesta época, também propicia o acúmulo de poluentes sobre as cidades e costuma prejudicar ainda mais os pacientes.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), atualmente há 18 milhões de asmáticos no Brasil, ou seja, 10% da população brasileira. O Datasus/Ministério da Saúde de 2009 indica que a doença teve um índice de mortalidade de 3.111 casos e é a terceira causa de hospitalizações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) - excluindo a gravidez -, sendo responsável por 275 mil internações por ano. Em 2009, os cofres públicos registraram gastos de R$ 87 milhões com a doença. O Brasil é o 8º país em incidência de casos de asma no mundo, segundo a revista Lancet (1998).


Tratamento e controle

O tratamento da asma tem três pilares: ação educativa do paciente e familiares para controle da doença, higiene do ambiente e tratamento farmacológico de manutenção e da crise. Entre os medicamentos mais indicados, estão os broncodilatadores de ação imediata. Recomendados para o tratamento da crise aguda, podem ser utilizados via inalatória sob a forma de spray ou nebulização. Em casos mais severos, é necessária a utilização de anti-inflamatórios por via oral ou endovenosa, por um curto período.

"Atualmente, temos dado preferência aos sprays por sua praticidade, duração menor da aplicação, menores doses e, consequentemente, menor custo, para obtermos o mesmo efeito clínico necessário", explica o Dr. Kiertsman.

Há medidas domiciliares que podem auxiliar a pessoa que tem asma a evitar as crises ao longo do ano. "É possível ter uma boa resposta com procedimentos domésticos, como usar umidificadores de ar, fazer a manutenção correta do ar condicionado, limpar a casa com pano úmido, não levantar poeira com espanador ou vassoura, evitar odores fortes, animais de sangue quente, plantas e, principalmente, contato com fumaça de cigarro", recomenda Kiertsman.


Sobre a asma

A asma é uma doença inflamatória crônica, sem cura e caracterizada pelo estreitamento generalizado dos brônquios, cuja intensidade varia de pessoa para pessoa. Ela pode ser desencadeada por fatores alérgicos, irritantes, infecções por vírus e problemas emocionais, entre outros. É mais comum em crianças e adolescentes, mas também incide entre adultos.

A asma não tem cura. É uma doença que, se tratada de forma adequada, proporciona qualidade de vida ao seu portador. O indivíduo asmático é submetido a um tratamento contínuo para manter a doença sob controle. "A finalidade do tratamento preventivo é diminuir o número de crises, aumentar o espaço entre elas e que, caso ocorram, sejam facilmente reversíveis, sem a necessidade de procurar um pronto-atendimento. Esse controle deve ocorrer com o menor número de medicamentos e na menor dose", explica o especialista. E completa: "O desafio é conseguir que o asmático possa ter uma qualidade de vida normal ou muito próxima da normalidade".


Fonte: Estadão, 29/07/2010.



Veja sugestões para fortalecer o sistema imunológico contra a gripe

Se não é a umidade baixa, é a temperatura que cai. Nesta época, o que aumenta é o número de vírus em circulação e de internações por doenças respiratórias.

Em São Paulo, nos últimos dois anos, essas internações aumentaram, em média, 50% entre maio e agosto, mostra levantamento da Secretária de Estado da Saúde.

Quem quer fugir da estatística procura se proteger com medidas que vão de se entupir de vitamina C a limpar constantemente as mãos com gel antisséptico.

"Não há comprovação que superdoses de vitamina C evitem a contaminação. Já lavar as mãos é indicado. Mas água e sabão são tão eficazes quanto o gel", diz Ricardo Tardelli, coordenador estadual de Saúde.


EFICÁCIA IMUNOLÓGICA

"Não existe isso de criar um supersistema imune. Mas algumas medidas podem favorecer sua eficiência", afirma o imunologista Luiz Vicente Rizzo, do hospital Albert Einstein.

Dormir, por exemplo. "Quando dormimos, liberamos substâncias que ativam o sistema de defesas do corpo, como a melatonina", diz Rizzo. Fundamental para a imunidade, a melatonina só é liberada em quantidade na ausência de luz.

Assim como precisa de escuridão, o sistema imunológico precisa de luz e sol.

Um estudo recente da Unidade de Pesquisa em Imunidade e Prevenção de Doenças, dos EUA, mostrou que pessoas que tomam pouco sol e têm concentração menor de vitamina D estão mais sujeitas a infecções.

Além da vitamina D, os nutrientes da vez são o zinco e a vitamina E.

Um estudo feito com 600 idosos de Boston conclui que o consumo diário de 200 UI (unidades internacionais) de vitamina E diminui em 20% o risco de gripes e pneumonia.

No mesmo estudo, publicado no "American Journal of Clinical Nutrition", os pesquisadores constataram que as pessoas com bons níveis de zinco no sangue apresentavam 50% menos chance de ter pneumonia.


ESTRESSE

Para Esdras Guerreiro Vasconcellos, diretor do Instituto Paulista de Stress, Psicossomática e Psiconeuroendocrinoimunologia, as reações hormonais desencadeadas pelo estresse são uma das principais causas da chamada "baixa de imunidade".

Medidas antiestresse têm mostrado uma ação específica no sistema imunológico.

A massagem é uma delas. Pesquisas feitas com pessoas em condições de baixa imunidade -adolescentes com Aids, mulheres com câncer de mama e bebês prematuros- mostram que, após sessões de massagem, a quantidade de células de defesa no sangue aumenta.


REMÉDIOS

Medicamentos são importantes para controlar infecções por bactérias e diminuir sintomas de viroses. Quando bem indicados. Caso contrário, trabalham contra o sistema imunológico.

"Usar antibiótico sem indicação altera o equilíbrio da flora intestinal, facilitando o aparecimento de fungos e infecções", diz Tardelli.

Remédios sintomáticos para gripe também podem atrapalhar. "Eles melhoram sintomas como excesso de coriza. Mas também secam o muco respiratório, o que pode, em tese, interferir nos mecanismos naturais de defesa", pondera Tardelli.

A mesma tese se aplica aos antitérmicos. Como o aumento de temperatura corporal é uma forma de o corpo se defender, o ideal é não "abortar" a febre assim que a temperatura começar a subir. "É melhor não usar o remédio se a febre estiver abaixo de 38º", recomenda Tardelli.


Fonte: Folha.com, 25/07/2010.



Hidratação, higiene e alimentação saudável previnem doenças respiratórias

A adoção de hábitos simples pode evitar complicações para a saúde para a população mais vulnerável em épocas de baixas temperaturas, como as registradas nos últimos dias na região Sul.

A orientação de especialistas é que nessa época sejam redobrados os cuidados com a higiene, hidratação e alimentação saudável, rica em frutas, legumes e verduras.

Os meses de maior incidência de doenças respiratórias são junho, julho e agosto. Esses três meses são responsáveis por 31% deste tipo de doença, segundo o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Paraná, José Lúcio dos Santos.

A secretaria cita como mais preocupante a transmissão do vírus da influenza A (H1N1) e da meningite meningocócica, infecção grave causada por vírus e bactérias, que podem evoluir para a morte.

Santos lembra que ambientes fechados com aglomerações de pessoas são locais propícios para a transmissão de vírus. Ambientes bem arejados e o hábito de lavar as mãos com água e sabão são exemplos simples para combater doenças oportunistas de inverno.

Segundo Santos, a gripe suína está sendo constantemente vigiada nos 399 municípios do estado. Neste ano, de acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado no dia 7 de julho, 1.469 casos da doença com 15 óbitos e foram confirmados 47 casos de meningite meningocócica.

No ano passado, aproximadamente 67.000 pessoas foram internadas no Paraná com doenças do sistema respiratório. Crianças e idosos são os que mais sofrem, pois têm maior fragilidade no sistema imunológico.


Fonte: Folha.com, 16/07/2010.



Ministério da Saúde alerta sobre sintomas de gripe e resfriados durante o inverno

Com temperaturas em queda, é comum o aumento das doenças respiratórias transmissíveis

SÃO PAULO - Desde o início da semana, o País tem registrado temperaturas baixas em quase todas as regiões. A previsão para os próximos dias, de acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, é de muito frio. Com as temperaturas em queda, a população deve ficar atenta, pois durante o inverno é comum o aumento das doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados.

A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe - tanto a gripe comum, também chamada de influenza sazonal, quanto a H1N1, que surgiu em 2009 em todo o mundo.

No Brasil, o aumento de casos de gripe geralmente ocorre entre os meses de maio e outubro. Porém, esse período varia de acordo com a região. "No Norte e no Nordeste, a tendência é que o número de casos aumente entre abril e junho, os meses mais chuvosos. Já no Sul e Sudeste, que têm invernos mais rigorosos, os casos se concentram de junho a outubro", explica Marcia Carvalho, Coordenadora de Vigilância de Doenças de Transmissão Respiratória da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

De acordo com dados preliminares do Sistema de Vigilância-Sentinela de Influenza do Ministério, na primeira semana de junho deste ano, já foi observado, em todo o país, um aumento no número de atendimentos por síndrome gripal. O conjunto de sintomas que costumam aparece em pacientes com gripe - como febre, tosse e dor de cabeça, entre outros - foi responsável por aproximadamente 15% do total de atendimentos nas 62 unidades de saúde responsáveis por monitorar os casos de influenza em todo o país.

Veja abaixo informações sobre a gripe e as principais orientações para as pessoas com sintomas da doença. Entre elas, estão recomendações para reforçar hábitos de higiene, atenção especial com crianças e idosos, os riscos de tomar remédio por conta própria e a necessidade de procurar o serviço de saúde mais próximo quando surgirem sintomas.


O que é gripe?


A gripe é uma doença respiratória aguda causada pelo vírus influenza e tem como principais sintomas febre (em geral acima de 37 graus), congestão nasal, tosse, dor de garganta, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Os sintomas costumam se manifestar entre dois e três dias após o contágio e duram, em média, uma semana.

A gripe é uma infecção autolimitada, ou seja, que resulta em cura completa devido à reação do próprio organismo ao vírus. Por isso, na maioria das vezes, a pessoa se recupera rapidamente, mesmo sem medicamentos. No entanto, há casos em que a gripe manifesta-se de forma mais grave, exigindo inclusive internação hospitalar.

Febre alta permanente e dificuldade para respirar são sintomas que podem indicar o agravamento do quadro do paciente, principalmente se isso ocorrer nos grupos considerados de maior risco para influenza - como pessoas menores de 2 anos e maiores de 60 anos, gestantes, portadores de doenças crônicas (no coração, pulmão, fígado, rins, sangue e outros órgãos), diabéticos, hipertensos, transplantados, pessoas com baixa imunidade ou em tratamento de aids e câncer.


Tipos de vírus

Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os dois primeiros, por sofrerem mais mutações (alterações na estrutura genética, que podem deixá-lo mais agressivo, por exemplo), respondem pelas formas mais graves da gripe, sendo que o vírus do tipo A é geralmente o responsável por provocar as epidemias e pandemias, como é o caso da gripe H1N1. O vírus do tipo C é o mais leve.


Transmissão

O vírus influenza pode começar a ser transmitido até um dia antes do início dos sintomas, sendo que o período de transmissão dura sete dias, em adultos, e até 14 dias, em crianças. A forma mais comum de transmissão é a direta, entre pessoas, por meio de gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir e espirrar.

A outra forma é a indireta, por meio das mãos que, após tocarem superfícies contaminadas por secreções de pessoas doentes, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos. Por isso, hábitos simples de higiene são tão importantes para prevenção (leia mais abaixo), uma vez que o vírus permanece vivo no ambiente por até 72 horas e, em superfícies como corrimões, maçanetas e torneiras, por até 10 horas.


Resfriado e rinite

Mais leve e menos demorado, o resfriado frequentemente é confundido com gripe. Embora parecidos, os sintomas do resfriado são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. Em geral, as pessoas apresentam tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. No resfriado, a febre é menos comum e, quando aparece, é baixa (até 37 graus).

O resfriado também é uma infecção viral e pode ser causa por diversos tipos de vírus. Os mais comuns são o rinovírus, os vírus parainfluenza e o Vírus Sincicial Respiratório - este último, geralmente, acomete mais as crianças. As mesmas medidas preventivas usadas para gripe, como os hábitos de higiene (leia abaixo), também devem ser adotadas para prevenir resfriados.

Outra doença que também tem sintomas parecidos e que pode ser confundida com a gripe é a rinite alérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível e sim crônica, provocada pelo contato com agentes alérgenos (substâncias que causam alergia), como poeira, pêlos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.


Hábitos de higiene

Adotar hábitos simples de higiene - como lavar as mãos frequentemente, não compartilhar objetos pessoais se estiver com sintomas de gripe e cobrir boca e nariz com lenço descartável ao tossir e espirar - é um modo eficaz de prevenir gripes e resfriados.

"Usar água e sabão para lavar as mãos e limpar os ambientes é uma forma barata e eficaz de prevenção e deve ser adotada por toda a população", recomenda a Coordenadora de Vigilância de Doenças de Transmissão Respiratória do Ministério da Saúde, Márcia Carvalho. A especialista explica que lugares úmidos e frios favorecem a multiplicação do vírus. Por isso, manter os ambientes ventilados e iluminados com luz solar também ajuda na prevenção.


Crianças e idosos


Os cuidados de higiene devem ser redobrados com crianças e idosos. Para os pequenos, principalmente no ambiente escolar, recomenda-se que, além de incentivar a lavagem das mãos, os brinquedos e objetos de uso comum sejam lavados com água e sabão ou higienizados com álcool gel a 70%. Nas creches, também é importante evitar que as crianças durmam muito próximas. A distância ideal entre elas é de um metro. Já para os idosos, o perigo está nas complicações advindas com a gripe como a pneumonia e agravamento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.


Tratamento

Ao surgirem sintomas de gripe, resfriado ou rinite, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas procurem o serviço de saúde mais próximo e não tomem medicamentos por conta própria, como os antigripais. A automedicação pode mascarar sintomas, contribuir para o agravamento da doença e dificultar o diagnóstico, que deve ser feito por um médico.

"Ao tomar medicamentos por conta própria, alguns sintomas podem desaparecer temporariamente, mas isso não quer dizer que o doente esteja curado. Além disso, esses medicamentos tratam apenas os sintomas e não são eficazes no combate do vírus/, alerta Márcia Carvalho. É importante lembrar que uma boa alimentação, repouso e, principalmente, beber muito líquido são medidas fundamentais para uma boa recuperação.


A gripe H1N1

No caso da gripe H1N1, cujos sintomas são os mesmos de uma gripe comum, o tratamento específico com o antiviral fosfato de oseltamivir está indicado apenas para pacientes graves ou com fatores de risco para agravamento da doença. O medicamento não está indicado para tratar pacientes com sintomas leves de gripe e só pode ser vendido com retenção de receita médica.

A prescrição deve ser feita por um médico, a partir da avaliação do quadro clínico do doente. São considerados casos graves os pacientes que têm febre, tosse e dificuldade para respirar; e os principais fatores de risco são gravidez e doenças crônicas.

Para 2010, o Ministério da Saúde já distribuiu a todos os estados um total de 1,9 milhão de tratamentos do medicamento para tratar da gripe H1N1 - quantidade suficiente para tratar 38 vezes mais o número de casos graves de todo ano passado (48.978). As Secretarias Estaduais de Saúde são responsáveis pela distribuição aos municípios. Além disso, o Ministério da Saúde mantém estoque de 20 milhões de tratamentos para eventuais novas distribuições aos estados.


Imunização

A vacinação é uma das formais mais eficazes de prevenção contra diversas doenças, inclusive a gripe. Desde 1999, o Sistema Único de Saúde realiza anualmente campanhas de vacinação contra a gripe comum para os idosos, o grupo com maior risco de agravamento da doença. A vacinação de idosos, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), tem o objetivo de reduzir óbitos e internações causadas pela gripe.

No caso da gripe H1N1, o Ministério da Saúde realizou este ano a maior vacinação já ocorrida no mundo, imunizando mais de 85 milhões de pessoas, de acordo com os dados informados pelos estados e municípios até 01 de julho, o que representa 44% da população brasileira. O número coloca o Brasil na condição de país que mais vacinou em relação à população total, com um índice superior ao de países como Estados Unidos (26%), México (24%), Suíça (17%), Argentina (13%), Cuba (10%), França (8%) e Alemanha (6%).

Seguindo as orientações da OMS, no Brasil foram vacinados os grupos mais vulneráveis às complicações e às mortes causadas pelo vírus H1N1: gestantes, doentes crônicos, adultos de 20 a 39 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, além de trabalhadores de saúde e indígenas.


Fonte: Estadão, 16/07/2010.



Inverno é uma boa época para cuidar da pele

Rio - Sardas, estrias, manchas, cicatrizes pós-cirurgias plásticas. As marcas na pele incomodam e muito. A boa notícia é que estamos em pleno inverno, época ideal para iniciar tratamentos que as eliminam ou amenizam.

"Nesta estação, pode-se usar qualquer processo de renovação de pele, seja leve ou profundo, sem risco de pigmentação pela exposição ao calor e à radiação solar", disse a dermatologista Ligia Kogos. "O próprio calor de dias quentes, mesmo sem exposição ao sol, já é o suficiente para comprometer parcialmente os resultados."

Portanto, os dias frios são um convite para peeling, cauterização, laser. Como essas técnicas podem deixar a pele ressecada, descamando, vermelha ou com casquinhas por alguns dias, é fundamental contar com proteção solar cuidadosa, seguindo os conselhos médicos.

Confira as opções de combate para cada tipo de inconveniente estético, de acordo com a dermatologista:

Sardas: São as manchas mais fáceis de serem tratadas. Normalmente, o dermatologista indica algum creme clareador, com ácido retinoico e hidroquinona, por exemplo. Quando necessário, existe a possibilidade de lançar mão do peeling de ácido retinoico ou da microcauterização (cauteriza cada sarda, deixando casquinhas no rosto por oito a dez dias);

Melasmas: Para as manchas acastanhadas, que podem surgir na gravidez, pelo uso de pílula anticoncepcional ou em quem tem tendência, as sugestões são clareadores tópicos, peeling e laser;

Melanoses: As manchas arredondadas comuns em pessoas acima de 40 anos podem ser combatidas por meio da terapia fotodinâmica, procedimento recente. O paciente fica por uma hora com o ácido ALA (alfa-linolênico) e, depois, segue para um equipamento de luz de diodo, em que recebe radiação luminosa por 40 minutos. Em uma única sessão, a pele é renovada completamente e previne por cerca de três anos o aparecimento de novas manchas. Outra opção é a neve carbônica, que congela as melanoses e forma casquinhas;

Marcas de acne: Pode-se utilizar peelings mais fortes, como de ATA (ácido tricloroacético). Preenchedores à base de ácido hialurônico são boas pedidas para as cicatrizes. Casos mais profundos pedem preenchimento e laser fracionado;

Estrias: As temidas estrias têm como alternativa de tratamento o ácido retinoico de uso tópico, peelings, preenchimento nas mais profundas e laser fracionado;

Cicatrizes e queloides: Os peelings são os queridinhos para reduzir cicatrizes, inclusive as que se adquire após cirurgias plásticas. Se o paciente apresentar queloides, são aplicadas injeções com medicamento para abaixá-las. Em seguida, vêm os peelings ou laser fracionado.


Fonte: O Dia Online, 15/07/2010.



Pesquisa comprova eficiência de exercícios no controle da asma

SÃO PAULO - Exercícios respiratórios feitos sem a ajuda de nenhum tipo de aparelho podem melhorar significativamente a qualidade de vida de pessoas portadoras de asma. Foi o que comprovou a professora de educação física Ludmila Gomieiro, durante pesquisa de mestrado na Universidade de São Paulo (USP).

A asma é uma inflamação crônica do sistema respiratório capaz de provocar extrema falta de ar no paciente. Esse tipo de doença tende a se intensificar no período de inverno, quando a umidade diminui e o frio aumenta. Segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo, as internações por doenças respiratórias crescem 60% nessa época.

Existem formas, entretanto, de aliviar quem vive com asma. Ludmila percebeu a eficiência dos exercícios de respiração no controle da doença ao ministrar aulas de educação física para um grupo de asmáticos. “Eu cheguei a ver alunos que chegavam em crise e conseguiam reverter a crise fazendo os exercícios respiratórios”, conta.

Apesar dos benefícios da prática, ela percebeu que havia certo desinteresse pelo assunto, pouco abordado pela literatura especializada e visto como pouco importante pelos alunos e professores. “Comecei a procurar estudos que provassem a eficácia dos exercícios respiratórios. Mas, até então, não tinha nada que medisse, por exemplo, a força dos músculos respiratórios”.

A partir dessas constatações, a pesquisadora desenvolveu um projeto em que avaliou a eficiência dos exercícios respiratórios em idosos com asma. Eles participaram de sessões de atividade de uma hora, duas vezes na semana, por quatro meses.

Após o período da pesquisa, os pacientes tiveram uma série de melhoras. No grupo de idosos, a pressão de inspiração máxima, um método utilizado para inferir a capacidade da musculatura respiratória, teve um aumento médio de 26,5%.

Os pacientes também relataram uma qualidade de vida muito maior do que antes dos exercícios. “Reforçando a parte estatística, eu tinha a comprovação por causa dos relatos que os pacientes fizeram ao longo do programa”, explicou. “Eles chegavam e diziam: professora, eu estou conseguindo fazer faxina, lavar roupa e não ficar com falta de ar”, disse ela.

Para que o efeito seja duradouro, no entanto, a prática dos exercícios deve ser constante. Segundo Ludmila, como parte da pesquisa, após os quatro meses de trabalho, os idosos ficaram um mês sem as atividades. Como resultado, a pressão de inspiração reduziu, em média, 20%.

Por conta dos benefícios comprovados pelo estudo, Ludmila defende que a prática dos exercícios respiratórios seja incluída como parte do tratamento da asma. “Não é a cura, é um coadjuvante no tratamento medicamentoso. Mas espero que seja reconhecido e que eu veja o profissional de educação física ser inserido ali, junto com o pneumologista”.


Fonte: JB Online, 11/07/2010



Conjuntivite alérgica aumenta no inverno, alerta especialista

O inverno chegou e, com ele, o aumento das chamadas "doenças de inverno", incluindo alergias causadas pelo tempo seco e pelo contato com ácaros por meio de cobertores e roupas da estação que estavam guardadas. Uma doença comum durante todo o ano - mas que aumenta nesse período - é a conjuntivite alérgica. Consequência de reações alérgicas na membrana que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra, a doença provoca uma inflamação.

De acordo com o oftalmologista André Rangel, membro da Academia Americana de Oftalmologia (AAO), a exposição a ácaros e à fumaça pode provocar esse tipo de conjuntivite, e as pessoas mais propícias a desenvolverem a doença são as que têm histórico de alergias.

Alguns cuidados podem evitar o problema: "Lavar a mão e o rosto várias vezes ao dia e expor ao sol os acessórios de inverno que estavam guardados. No entanto, a melhor prevenção é detectar e afastar o agente causador da alergia, além de evitar sempre coçar os olhos, para não causar outros problemas oculares", explica o médico.

Em caso de olhos vermelhos, coceira e lacrimejamento - principais sintomas da inflamação -, o oftalmologista recomenda que um especialista seja consultado. "Sempre procure um oftalmologista, para o correto diagnóstico e tratamento de acordo com o caso, pois olho vermelho é comum em várias doenças oculares".


Fonte : Boa Saúde UOL, 01/07/2010.



Tratamentos e cuidados para a pele no inverno

No inverno, a pele necessita de cuidados especiais. Para quem pensa que o ressecamento só acontece no verão com os banhos excessivos, exposição ao sol, cloro e água do mar; um alerta. O mesmo ocorre na estação mais fria. Trata-se de uma realização ambiental, causada pela mudança climática.

Para atenuar os efeitos de envelhecimento causados com o ressecamento, a dermatologista Juliana Neiva oferece soluções para manter o rosto saudável nesse período. Tanto a mulher como o homem deve utilizar hidratante de penetração profunda (o importante é a eficácia do produto e não o cheiro), creme clareador (melhor época para usar esse tipo de creme, pois há menos exposição ao sol) e um antioxidante (com vitaminas e minerais naturais que bloqueiam o efeito danoso dos radicais livres) no dia a dia. Já a aparência de pele envelhecida, pode ser tratada com os 4 "R" do rejuvenescimento: Relax - feito com toxina botulínica com intenção de relaxar os músculos da face e pescoço, atenuando as rugas de expressão -, Refill - usa-se o ácido hialurônico para reduzir os sulcos, como nosogeano (ruga entre nariz e queixo) -, Refirm - estímulo de colágeno para a firmeza do rosto. Faz-se com equipamento de laser, que combina infravermelho e radiofrequência -, Reshape - reparação profunda da pele com laser ablativo. Uma opção completa seria o aparelho Triniti que faz o rejuvenescimento facial.

O corpo também precisa de atenção nesta época do ano. A terapeuta corporal Renata de Abreu que comanda os SPA's Mais Vida (Fasano e Fashion Mall), recomenda alguns tratamentos que juntam relaxamento e hidratação. A massagem corporal hidratante é uma esfoliação delicada e hidratante para o corpo, os pés e as mãos. O resultado é um restabelecimento do conforto e o bem estar para a pele. Outra opção é um tratamento revitalizante feito com micro-cristais de diamante e complexo de caviar que promovem uma hidratação profunda e renovam a pele do corpo.

O Wrap hidratante de cacau é um dos tratamentos mais procurados por quem precisa hidratar a pele. Sua rica manteiga extraída do cacau , cultivado de forma sustentável, tem aroma bem brasileiro e nutre a pele profundamente.


Fonte: JB Online, 29/06/2010.



 
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