Asma e insuficiência cardíaca têm sintomas semelhantes; entenda

Diagnóstico correto é fundamental para que o tratamento seja adequado.

Falta de ar, chiado no peito e cansaço: a princípio, esses parecem sintomas de asma, mas eles podem indicar também insuficiência cardíaca, como alertaram o cardiologista Roberto Kalil e o pneumologista Rafael Stelmach. Por esses sinais serem parecidos, muita gente confunde e por isso acaba não procurando o tratamento correto. O problema é que um diagnóstico errado oferece risco - uma insuficiência cardíaca não tratada, por exemplo, pode deixar sequelas graves no coração.

Há ainda outro risco - se o paciente acha que está com asma, por exemplo, ele usa medicamentos broncodilatadores; mas esses remédios podem acelerar o coração e, caso o problema não seja asma e seja insuficiência cardíaca, isso agrava ainda mais o quadro.

Por isso, é fundamental ter um diagnóstico correto antes de iniciar o tratamento - para diferenciar, vale prestar atenção em alguns fatores, como a intensidade dos sintomas e o momento em que as doenças aparecem, já que a asma é mais comum em jovens e a insuficiência cardíaca em mais velhos.

Essa confusão acontece porque o coração e os pulmões estão ligados - por exemplo, a falta de ar na insuficiência cardíaca acontece porque o coração não consegue bombear o sangue para os órgãos como devia; com isso, esse líquido se acumula no pulmão, que perde um pouco da sua função, levando à dificuldade para respirar. Além da falta de ar, a doença pode causar ainda aumento da pressão e por isso, o tratamento pode ser feito com remédios diuréticos, como explicou o cardiologista Roberto Kalil, já que eles reduzem a quantidade de líquido circulando pelo corpo, fazem o coração trabalhar menos para bombear o sangue e ainda diminuem a pressão.

Já para os pacientes com asma, a indicação é o uso de remédios broncodilatadores, que são usados para aliviar os sintomas, ou ainda as bombinhas de manutenção, que previnem as crises. Muita gente, no entanto, utiliza esses medicamentos do jeito errado, como alertou o pneumologista Rafael Stelmach - dois dos erros mais comuns, por exemplo, acontecem quando a pessoa não esvazia o pulmão antes de puxar o ar e quando não segura o remédio.

Fonte: G1, 24/09/2014.

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