Cigarro é grande vilão para a beleza da pele

Cada vez mais homens e mulheres estão preocupados com a aparência, mas os que fumam se esquecem de que o cigarro é o grande vilão para a saúde e beleza da pele. Além de causar dependência, o fumo compromete a cicatrização da pele após as cirurgias que envolvem o desdobramento do tecido cutâneo, pois ocorre uma diminuição natural da circulação sanguínea, acabando por potencializar os efeitos negativos sobre a pele.

O cigarro é um dos piores inimigos da saúde e tornou-se um problema mundial, por causa de um dos seus componentes, a nicotina, causadora da dependência física e psíquica. As causas mais frequentes do vício são a ansiedade do dia-a-dia, a vida profissional agitada, estresse e tantos outros fatores, onde o cigarro torna-se um subterfúgio que leva à dependência química.

Quando os pulmões respiram mal, diminui também a taxa de oxigenação da pele. Com isto, todas as funções metabólicas ficam alteradas, desencadeando o envelhecimento precoce. "O fumo afeta a quantidade de vitamina A, C e E (antioxidantes naturais) presentes em grande quantidade na pele, os quais neutralizam as radicais hidroxilas (OH). A falta de vitaminas diminui a resistência da pele aos radicais livres e, afeta a síntese de colágeno", diz Luis Henrique Bussinger, cirurgião plástico, Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

No caso do vício da nicotina em processo de cirurgia plástica, Bussinger, alerta: "Não há como ignorar os reflexos negativos do fumo. A recuperação é mais prolongada e existe um maior índice de complicações como, formação de necroses e problemas na cicatrização", explica o especialista.

Há também a possibilidade de abertura da sutura e da pele voltar a enrugar em razão da menor sustentação dos tecidos. Algumas cirurgias são mais suscetíveis a isso, como a de rejuvenescimento facial e as plásticas de abdome, já que existe o desdobramento e o "tracionamento" da pele, podendo apresentar dificuldade de cicatrização.

Com o grande aumento do número de cirurgias plásticas realizadas nesta época do ano, as pessoas devem estar cientes de que o pré e o pós-operatório são tão importantes quanto o procedimento cirúrgico em si. Qualquer deslize do paciente, ou negligência médica, nessas etapas do tratamento, pode comprometer o resultado final da intervenção cirúrgica, o fumo está incluso.

A escolha do médico e da clínica são os primeiros passos para quem busca segurança em cirurgia plástica e é preciso ficar alerta na hora da escolha do profissional, pois o médico deve possuir o título de especialista expedido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. O local da clínica também é fundamental, pois existem normas rígidas que regulamentam o funcionamento de clínicas e hospitais, além da necessidade do paciente se sentir à vontade e em segurança.

Fonte: Jornal do Brasil, 25/11/2014.

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