Falta de chuvas no Rio pode causar problemas respiratórios

Já faz 12 dias que não cai uma gota de água sobre o Rio — a última chuva registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ocorreu no dia 5, na Praça Mauá, segundo a meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo. A escassez de precipitações não só deixa o tempo mais abafado como também pode trazer problemas de saúde, já que facilita a irritação das vias aéreas. Crianças e idosos costumam ser mais afetados.

De acordo com o pneumologista Gunther Kissmann, da Clínica Barros Franco, o ressecamento do ambiente deixa as pessoas mais suscetíveis a sangramentos nasais e à tosse, por causa da concentração de poeira no ar.

Para quem já sofre de doenças como asma, rinite e sinusite, a falta de chuvas é um fator de risco a mais para o aparecimento de uma crise.

Como o Rio é uma cidade praiana, há, na verdade, bastante umidade no ar. O problema é que, com o calor, a evaporação da água contida no ambiente é maior. Isso torna o ar mais quente e exige mais do corpo para manter as vias respiratórias úmidas.

— O muco nasal tem função protetora e precisa de umidificação para tanto. A própria mucosa se encarrega de fornecer líquido ao muco, mas a temperatura muito alta favorece a evaporação dele. É por isso que ocorre a irritação — diz Gunther Kissmann.

O que fazer

Para driblar a evaporação rápida da água nas vias aéreas, é preciso repor a umidificação. Ingerir mais líquidos é a melhor medida, aconselha o pneumologista. Pessoas que sofrem de doenças respiratórias podem fazer uma lavagem nasal com soro fisiológico. Ela ajuda a limpar o nariz, livrando-o da poeira, e umidifica a região.

Também é importante fazer com que o ambiente fique o mais refrigerado possível. Contudo, o ar-condicionado acaba tornando o ar seco. Colocar uma bacia com água ou usar umidificadores no quarto à noite é uma boa opção. Também recomenda-se cuidar da higiene da casa e evitar o acúmulo de poeira.

Fonte: Extra Online, 17/01/2015.

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