Os alimentos de Natal que provocam alergia: fique longe deles

09/12/2017

Gazeta do Povo

Natal é a época em que castanhas, nozes e avelãs voltam a ocupar as mesas e ceias de fim de ano, mas não podem ser consumidas por todo mundo. Isso porque algumas pessoas – muitas sem nem saber – são alérgicas às oleaginosas e precisam de cuidados especiais para evitar reações, como choque anafilático.

Embora boa parte das pessoas descubra as alergias alimentares ainda na infância, as reações às oleaginosas geralmente são identificadas na fase adulta e surgem mais frequentemente entre as mais consumidas, como nozes, castanhas de caju e avelã. Pistache, segundo Ana Paula Moschione Castro, médica alergista membro do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), não causa alergia com a mesma frequência, mas é preciso atenção à reação cruzada:

“Não é porque eu como um amendoim e tenho alergia a ele que eu estou livre para comer outro tipo de oleaginosa. É preciso, primeiro, uma avaliação médica para saber o que pode e o que não se pode comer, porque há a reação cruzada”, explica a médica.

Outro detalhe importante, que nem sempre é lembrado, são os ingredientes dos alimentos industrializados. “Em alguns produtos há traços de castanhas e amendoins que vão sensibilizando o organismo. Um dia, o sistema imunológico os reconhece e forma a reação”, explica Elizabeth Mourão, médica alergista também membro da SBAI. Dos amendoins coloridos, vale também ficar atento aos corantes, que também são alergênicos.

Sintomas claros

Dos sinais mais comuns de uma alergia alimentar, a boca e garganta começam a coçar até duas horas depois de ingerir o alimento, e a pele também reage com vermelhidão, urticária e coceira. Sintomas intestinais, como dor abdominal e estufamento da barriga, também podem surgir, além de náusea.

“Felizmente o sintoma mais grave, que é afetar a parte respiratória, acontece mais raramente, com sinais de tosse e chiado do peito. Mais grave ainda, a reação anafilática e o edema de glote, quando a entrada da garganta incha e se fecha, mas são casos mais raros”, alerta João Adriano de Barros, médico pneumologista do hospital Nossa Senhora das Graças e professor de pneumologia da Universidade Federal do Paraná.

Não confunda alergia com intolerância. Enquanto a alergia traz sinais claros na pele e boca, a intolerância a algum alimento, como leite e soja, traz sintomas especificamente intestinais. Leia mais sobre a diferença.

Mito

A alergia a essas oleaginosas, especialmente castanhas e amendoins, são específicas, de acordo com a médica alergista Elizabeth Mourão. Isso significa que elas independem da quantidade que a pessoa comer.

“Seja qual for a quantia, a alergia vem da proteína da castanha, do amendoim. Não precisa comer grande quantidade para dar a reação. Quem tiver a alergia deve ir ao médico fazer o teste para comprovar a alergia àquele alimento. O tratamento mais indicado é isolar o alimento da dieta”, explica a especialista.

De acordo com João Adriano de Barros, médico pneumologista, outra opção é a imunoterapia – na qual a pessoa é dessensibilizada àquela substância aos poucos. “O paciente vai ao imunologista que injeta embaixo da pele pequenas concentrações daquilo a qual você é alérgico. Aos poucos aumenta a dose. Se for alérgico a muitas coisas, o tratamento não vale”, explica o médico.

No momento de uma reação alérgica, se for leve é importante que a pessoa tome um anti-alérgico ou anti-histamínico rapidamente. Se for mais grave, vá direto ao hospital.

Gazeta do Povo – 09/12/2017

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