Campanha contra a hepatite do tipo C para quem tem mais de 45 anos

23/07/2015

Jornal Extra

No Brasil, 70% dos cerca de 2,5 milhões de pacientes de hepatite C têm mais de 45 anos. Seria apenas uma estatística, se não fosse o fato de a maioria das pessoas não saber que sofre da doença, uma das principais causas de câncer no fígado. Para incentivar o diagnóstico — primeiro passo para o tratamento e a cura — entre essa população, foi lançada, em Salvador, a campanha “45+”, uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Sociedade Brasileira de Infectologia, em parceria com a Associação Médica Brasileira.

A detecção do vírus da hepatite C pode ser feita por meio de exame de sangue específico (pedido pelo médico) ou por testes rápidos, realizados em postos de saúde e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) sem necessidade de prescrição. Nesse caso, o resultado sai em cerca de 15 minutos.

Segundo o hepatologista Edison Parise, presidente da SBH, a hepatite C é silenciosa e pode demorar de 25 a 30 anos para manifestar sintomas. Por isso, muitas vezes, ela só é descoberta em estágio avançado, quando já há cirrose. — Mas é uma doença curável, mesmo nessa fase. Com tratamento, o paciente passa a ter menos chance de desenvolver câncer no fígado.

Quando o exame dá positivo, o paciente deve fazer um teste mais específico para ter certeza que não se trata de um falso resultado (por presença de anticorpos e não do vírus da hepatite C, no organismo).

Novo remédio tem eficácia de mais de 90%
Um novo medicamento que apresentou eficácia de 92% a 100% em estudos clínicos para tratamento da hepatite C será submetido à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no próximo trimestre. A droga é livre de interferon, uma das substâncias atualmente usadas pelos pacientes, mas que causa uma série de efeitos colaterais. Entre eles, febre, dor de cabeça, suor frio, ansiedade, depressão e até alucinações.

Proposto pela biofarmacêutica Abbvie, o tratamento é feito por via oral e promete a cura entre 12 e 24 semanas — menos do que as 48 necessárias com os medicamentos utilizados hoje e fornecidos aos pacientes pelo Sistema Único de Saúde.

A pesquisa foi feita em 25 países com mais de 2.300 pessoas, que mostraram boa aderência ao novo medicamento. Segundo o psiquiatra José Eduardo Neves, diretor médico da Abbvie no Brasil, uma nova fase de estudos envolvendo apenas pacientes brasileiros será iniciada em breve.

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