Ações gratuitas celebram Dia Mundial de Luta contra Hepatites Virais

28/07/2015

Jornal Extra

Em comemoração ao Dia Mundial de Luta contra Hepatites Virais, celebrado nesta terça-feira, várias ações gratuitas ocorrerão pelo estado para alertar sobre a importância do diagnóstico e do tratamento dessas doenças. A Secretaria municipal de Saúde do Rio realiza palestras sobre hepatites na Praça da Bandeira, na Zona Norte, a partir das 9h. Ao ritmo de samba, profissionais de saúde vão tirar dúvidas de quem passar pelo espaço. Ao mesmo tempo, agentes comunitários e de vigilância em saúde vão percorrer salões de beleza e estúdios de tatuagem e piercing para levar informações sobre formas de prevenção.

Já a Secretaria estadual de Saúde fará testagens rápidas e vacinação contra hepatite B na Praça Rui Barbosa, em Nova Iguaçu, das 10h às 17h, nesta terça e na quarta-feira. Uma unidade móvel ficará estacionada no local e terá capacidade para realizar 400 testes. Na quarta-feira, o veículo chegará à Praça São Jorge, no bairro da Posse, onde permanecerá até o dia 7 de agosto.

Novo tratamento
Até dezembro, o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer um novo tratamento contra a hepatite C, capaz de aumentar as chances de cura dos pacientes. O lançamento do protocolo terapêutico foi feito na última segunda-feira pelo Ministério da Saúde, como parte das comemorações pelo Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. O governo anunciou ainda campanhas de incentivo à vacinação contra a hepatite B e à testagem da hepatite C.

Os medicamentos daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir são de uso oral e dispensam injeções de interferon, necessárias no tratamento atual. Em comparação com as drogas utilizadas hoje (boceprevir e telaprevir), os novos remédios reduzem o tempo de tratamento (de aproximadamente um ano para três a seis meses), isentam o paciente de efeitos colaterais e aumentam as chances de cura de 40% a 47% para mais de 90%.

Pessoas que têm hepatite C e Aids, que sofrem de cirrose descompensada, passaram por transplante de fígado ou apresentam má resposta à terapia com interferon serão as principais beneficiadas pelo novo protocolo terapêutico. — Trata-se de uma revolução no tratamento da doença — diz o hepatologista Giovanni Faria Silva, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Cerca de 10 mil novos casos de hepatite C são confirmados por ano no SUS. Porém, acredita-se que apenas 15% a 20% dos infectados saibam da sua condição. Quem fez cirurgias antes de 1993 — até então, não havia exame diagnóstico para o problema — deve fazer a testagem para a doença.

A terapia contra a hepatite B também é oferecida pelo SUS. Em geral, usa-se entecavir e tenofovir (via oral). Contra a hepatite A, não há remédios específicos. Recomenda-se repouso enquanto é feito o acompanhamento da doença.

Unidades: Centro | Madureira | Niterói | Tijuca. Consultas com hora marcada.
Central de Marcação de Consultas: (21) 3515-0808