Laudo conclui que morte de estudante no Rio não foi por caxumba

14/07/2015

G1

Juliana Guedes, de 13 anos, não morreu de caxumba e nem meningite. Secretaria Municipal de Saúde confirma "surtos pontuais" na cidade.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou nesta segunda-feira (13) que exames constataram que a estudante Juliana Guedes, de 13 anos, morta no início de julho, não faleceu vítima de caxumba, de meningite bacteriana ou de meningite meningocócica. A causa do falecimento, no entanto, não foi divulgada pelo órgão.

A Secretaria confirma, porém, que há surtos pontuais de caxumba na cidade. O órgão confirma que também há um aumento na procura por vacinas contra a doença nos postos de saúde da cidade, mas não soube mensurar o aumento desta porcentagem.

Casos na rede penitenciária
Dezenove presos do Instituto Penal Plácido Sá Carvalho, no Conjunto Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, estão em observação com suspeita de caxumba. Três casos da doença já foram confirmados no presídio e os detentos estão em tratamento. De acordo com o instituto, eles receberam a vacina tríplice viral.

A preocupação da direção do presídio é de que a doença acabe contaminando outros presos e também funcionários do complexo penitenciário. O número de casos suspeitos de caxumba no primeiro semestre deste ano no Estado do Rio, que já chegou a 606 casos, é maior do que todos os casos registrados no ano de 2014, quando 561 casos da doença foram notificados.

Escolas em alerta
O Colégio Andrews registrou seis casos. Pedro Fleixa Ribeiro, diretor do colégio, lembra que os casos foram registrados num universo de mais de mil alunos. Segundo ele, os pais foram comunicados através de uma carta. “Na sexta-feira da semana passada percebemos que os casos estavam um pouquinho fora do padrão. Entramos em contato com a divisão de Vigilância em Saúde (SMS) e pedimos ajuda e orientação. Eles disseram que valia a pena mandar uma circular para as famílias relatando que tínhamos tomado conhecimento desses casos e alertamos aos pais para ficarem mais atentos aos sintomas e observassem se a carteira de vacinação dos filhos estava em dia”, disse.

O Colégio Cruzeiro teve um registro de seis casos no 6º ano do Ensino Fundamental II, na unidade de Jacarepaguá, considerando um universo de 150 alunos nesta série, e três outros casos num universo de 74 do 3º ano do Ensino Médio. Segundo a direção da escola, os alunos infectados se mantiveram afastados da escola "durante todo período". "Enviamos aos pais do 6º ano uma circular, alertando sobre a ocorrência dos casos, informando sobre as características e sintomas da doença, além de solicitar a verificação das carteiras de vacinação e o contato com médicos, em caso de necessidade", informou a vice-diretora do Colégio Cruzeiro Jacarepaguá, Ana Ramos.

Sintomas da doença
A caxumba é uma infecção que se manifesta principalmente em crianças e adolescentes durante o inverno. A doença é causada por um vírus presente em secreções transmitidas pela saliva, por tosse ou por espirros e que ataca as glândulas salivares perto do ouvido e do maxilar, causando inchaço nessas regiões.

Entre os principais sintomas estão febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e fraqueza. Nos casos mais graves pode causar surdez, meningite e até levar à morte.

Em todo o estado já há registros de 66 surtos da doença em Nova Iguaçu, Niterói e no Rio. Na capital, os casos se concentram principalmente na Barra da Tijuca, na Zona Sul da cidade e no Centro.

A Secretaria Municipal de Saúde já identificou no Rio mais de 30 locais que estão com o surto da caxumba. A vacina é a melhor forma de prevenção. Muita gente não sabe ou não se lembra se já esteve em um posto de saúde para se proteger da caxumba, mas na dúvida qualquer um pode se vacinar de novo.

Vacina
Com um ano de idade a pessoa deve ser vacinada pela primeira vez e com 15 meses, pela segunda. Quem tem até 19 anos de idade e não sabe se foi vacinado, deve tomar as duas doses com intervalo mínimo de um mês entre elas. Quem tem mais de 19 anos é vacinado apenas uma vez. As grávidas não podem ser vacinadas. “Não há uma epidemia, mas existem vários surtos locais que merecem toda a atenção da população. As pessoas não precisam ficar nervosas, mas a gente recomenda que todos devem verificar a situação vacinal, principalmente as pessoas que vão viajar para fora do país”, afirmou Daniel Soranz, da secretaria municipal de Saúde.

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