Alergia ao suor pode atrapalhar malhação no inverno

01/07/2015

Jornal Extra

Com a chegada do inverno, fazer atividades físicas fica até mais agradável, por conta do clima ameno. Ainda assim, mesmo longe do abafamento do verão, os cuidados com a pele não podem ser dispensados, sobretudo por alérgicos ao suor, que não ficam livres de apresentar lesões cutâneas em dias frios. Caracterizado pelo surgimento de eczemas, o problema afeta cerca de 5% da população mundial, segundo estimativas.

De acordo com o alergista e imunologista Luiz Werber-Bandeira, a reação ao próprio suor ocorre devido à produção de um anticorpo chamado IgE, direcionado a alguma proteína presente na secreção. A condição pode se manifestar de duas maneiras: com ou sem a elevação da temperatura corporal.

A primeira é desencadeada por prática de exercícios, calor, banhos quentes, febre, sauna, alteração emocional ou fricção do corpo, que fazem a pele ficar pelo menos um grau mais quente. Neste caso, a alergia é chamada de urticária colinérgica: as lesões são de pequeno diâmetro, como se fossem cabeças de alfinete, e coçam.

O segundo tipo ocorre em qualquer momento do contato com o suor, sem elevação da temperatura corporal, o que faz o paciente apresentar placas avermelhadas e coceira. — Nós apresentamos e publicamos um trabalho com a avaliação da substância doxepina no tratamento da alergia ao suor. Ela tem 754 vezes mais potência do que qualquer outro antialérgico, e mostrou resultados controladores em cerca de 82% dos pacientes — explica o médico Werber-Bandeira, chefe da Unidade de Imunologia Clínica e Experimental do Hospital Geral da Santa Casa do Rio de Janeiro.

Segundo a alergista Aluce Loureiro Ouricuri, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia — Regional Rio de Janeiro, a alergia ao suor costuma atacar mais regiões de dobras, como cotovelos e parte de trás dos joelhos. A principal complicação do problema é o desenvolvimento de infecções bacterianas — causadas por germes que existem naturalmente sobre a pele —, que podem se espalhar para outras regiões do corpo. A alergia ao suor jamais leva ao choque anafilático.

Saiba mais
Acredita-se que o mecanismo que leva à alergia ao suor seja genético. A doença pode aparecer em qualquer fase da vida e é mais comum em pessoas já alérgicas.

O suor é irritante para a pele seca e, em excesso, agrava dermatites de contato causadas por desodorantes. Hidratar a pele no inverno, quando há perda de água devido ao clima seco e ao vento, é essencial.

O inverno também pede atenção redobrada de pessoas com urticária ao frio, problema que causa manchas na pele e inchaço ao contato com objetos ou ambientes gelados. O tratamento dos sintomas é feito com anti-histamínicos e antialérgicos. Recomenda-se usar luvas e evitar as situações de risco.

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