Especialistas afirmam que cuidados com a casa também ajudam a evitar asma e rinite

15/04/2015

Jornal Extra

A aposentada Maria de Lurdes Correia resolveu forrar o seu colchão e travesseiro com napa para driblar as crises alérgicas. E mais: deu toda a coleção de livros, tirou o carpete e aboliu as cortinas de casa, no Encantado, para não acumular poeira, justamente devido às suas constantes crises de asma.

— Passava muito mal. Ia para a emergência e ficava a semana inteira internada — relembra a aposentada, de 71 anos, que pediu socorro à Associação Brasileira de Asmáticos (Abra).

A associação fica na Rua Conde de Bonfim, 255, na Tijuca (tel: 2567-6076). Até o próximo domingo será celebrada a Semana Mundial de Alergia. Em 2015, a asma e a rinite serão o foco da campanha. A asma é uma das doenças respiratórias mais debilitantes, e, sem o tratamento adequado, pode evoluir para doenças mais graves.

A mudança do clima e das estações do ano podem aumentar a frequência das crises alérgicas. Segundo Neide Freire Pereira, professora de pós-graduação da Faculdade de Medicina de Petrópolis Faculdade Arthur Sá Earp Neto, o controle do ambiente e o uso de vacinas ajudam quem tem rinite ou asma:

— Estas medidas influenciam na qualidade de vida dos doentes. A família e o paciente devem ser orientadas a não abandonar o tratamento. No caso da asma, a conscientização é importante, pois ela é doença crônica e é necessário tratamento contínuo. Espirro, coriza, entupimento do nariz, coceira nos olhos e garganta. Estes sintomas podem ser confundidos com gripe, mas são característicos da rinite alérgica.

— Ela não mata, mas maltrata. A respiração começa no nariz e é ele quem filtra, prepara e condiciona o ar — explica a alergista Fátima Emerson, coordenadora da Comissão de Assuntos Comunitários da ASBAI-RJ.

Uma rinite mal cuidada pode evoluir para sinusite, bronquite. e, em casos mais graves, para uma pneumonia. O tratamento é fundamental para a prevenção das crises.

— Tratar não é só tomar remédio. As vacinas de imunoterapia podem modificar a história natural da doença. Ela não tem cura, mas tem controle.

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