Mãe desabafa contra movimento antivacina: 'Minha filha foi parar na emergência'

30/06/2017

O Globo

Uma mãe americana intensificou o debate entre os que são a favor e contra a obrigatoriedade da vacinação de crianças após postar no Facebook um desabafo sobre o perigo que sua filha, Ashley, correu ao ser exposta a uma criança com varicela, não vacinada. Ashley, de 11 anos, precisou realizar um transplante de rim quando tinha apenas 2 anos de idade, e isso a impede de tomar vacinas com vírus vivo, como é o caso da vacina contra varicela. Assim, basta uma pessoa aderir ao movimento antivacina e deixar de tomar as doses necessárias para que a menina fique ameaçada.

Por causa da exposição desnecessária à doença, Ashley foi parar na emergência. A mãe, a enfermeira Camille Echols, postou que tem visto na internet "memes pseudo-inteligentes questionando: 'por que meus filhos não vacinados seriam uma ameaça para seus filhos vacinados, se você tem tanta certeza de que eles funcionam?'". Em seguida, ela explicou que algumas crianças, como a própria filha, são imunodeprimidas e, caso se exponham ao vírus presente na vacina, não desenvolverão anticorpos, mas sim a própria doença.

"Ela chegou a tomar uma dose da vacina contra varicela, mas não conseguiu tomar a segunda porque ela estava imunossuprimida [por causa do transplante] e, em vez de desenvolver imunidade, ela teria contraído o vírus", afirmou Camille.

Sete dias depois de a criança dar entrada na emergência, ela está considerada saudável, sem sinal de ter contraído varicela. A mãe fez um post de agradecimento em suas redes sociais àqueles que desejaram sorte.

O movimento antivacina tem crescido nos Estados Unidos, muito por conta de afirmações cientificamente equivocadas do presidente, Donald trump, e de seu secretário de Saúde, Tom Price, que já afirmaram que vacinas podem causar autismo — o que tem sido repetidamente rechaçado por médicos e cientistas.

Alguns defensores desse movimento alegam que as vacinas contêm supostos "ingredientes nocivos", que elas acreditam serem capazes de causar reações alérgicas, pneumonia e outros males. Entretanto, os Centros de Controle de Doenças dos EUA e os principais institutos de saúde do mundo sustentam que vacinas são xtremamente eficazes para proteger crianças e adultos de doenças antes mortais. E que, se uma parcela de pessoas insistem em não se vacinar, elas comprometem a imunização da população como um todo.

O Globo - 30/06/2017

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