Temperaturas mais baixas aumentam casos de doenças alérgicas e respiratórias

24/04/2017

Jornal do Brasil

Você está preparado para as mudanças de temperatura? É comum o surgimento de doenças respiratórias específicas nesta estação do ano.

Segundo a pediatra Maria de Fatima Louro Mende, a procura por atendimento cresce nessa época do ano. Crianças e idosos são os que mais sofrem com esses problemas, que acometem indivíduos com imunidade mais baixa.

Um estudo realizado pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia mostra que os sintomas relacionados à rinite alérgica estão presentes em 29,6% dos adolescentes e 25,7% entre as crianças em fase escolar. Já os sintomas da asma foram diagnosticados em 19% e 24% entre crianças e adolescentes, respectivamente. Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), o Brasil está no grupo de países com as maiores taxas de prevalência de asma e de rinite alérgica no mundo, por exemplo. Além dessas duas doenças, a médica acrescenta que sinusite e bronquite crônica também são problemas frequentes na população.

O principal fator que desencadeia alergias é muito conhecido da população: exposição à poeira. Hábitos de higiene e limpeza são o melhor remédio contra esses problemas de saúde. Manter a casa limpa e arejada, principalmente durante o outono e inverno, e lavar as roupas que ficam muito tempo guardadas são algumas recomendações dos médicos.

A pediatra listou as principais doenças respiratórias comuns nessa época do ano, os principais sintomas, qual é a recomendação que deve ser adotada em cada caso e esclareceu o que é verdade ou boato sobre as causas desses problemas respiratórios e alérgicos.

Rinite Alérgica

Caracteriza-se pela incidência de espirros, coriza, congestão e prurido nasal. Tem causas diversas, como poeira, mofo, pelos de animais, ácaros, pólen e até alguns alimentos. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, 30% da população brasileira sofre com a doença. As formas de evitar o problema passam pela limpeza adequada do ambiente. O uso de medicamentos antialérgicos deve ser adotado de acordo com a recomendação médica. Como forma de tratamento, a médica também destaca algumas vacinas que bloqueiam o desencadeamento da doença.

Asma

Segundo a Organização Mundial da Alergia, a doença atingirá 400 milhões de pessoas em todo o mundo até 2025. Estima-se que, no Brasil, 10% da população é afetada. A asma é uma doença inflamatória crônica do pulmão. Caracteriza-se pela falta de ar, podendo evoluir para uma limitação respiratória grave, tosse persistente, aperto ou dor no peito e dificuldade para dormir. Cerca de 80% das pessoas com asma sofrem crises quando expostas a alguma substância transportada pelo ar, como ácaros, poeira, poluição, pólen, mofo, pelos de animais e fumaça de cigarro. Substâncias químicas como tinta, desinfetantes e produtos de limpeza também podem desencadear uma crise. O tratamento passa por medidas de limpeza do ambiente, uso de medicações de emergência (como broncodilatadores) e vacinas.

Sinusite

Pode ser causada por bactérias, fungos, vírus, poeira e até choque térmico. Caracteriza-se pela incidência de obstrução ou congestão nasal; sensibilidade e inchaço ao redor dos olhos, bochechas, nariz ou na testa; redução do sentido do olfato e paladar; tosse persistente, notadamente com piora a noite; e fadiga e irritabilidade. O tratamento deve ser feito com antibióticos por um período de 14 a 21 dias.

Bronquite crônica

Tem como característica a inflamação das principais passagens de ar para os pulmões, causando tosse, chiado no peito, fadiga, dificuldade para respirar e febre. Geralmente, é causada por vírus, mas fumaça de cigarro, poluição e gases tóxicos também podem desencadear o problema. O tratamento inclui xaropes para tosse, antialérgicos, medicamentos para outras doenças pulmonares obstrutivas e até inalador para reabrir as vias respiratórias.

Jornal do Brasil – 28/04/2017

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