SBP alerta pais e responsáveis sobre verdades e mentiras na vacinação de crianças e adolescentes contra a febre amarela

31/03/2017

Portal do CFM

Para ajudar no esclarecimento da população sobre os riscos e benefícios da vacina da febre amarela e facilitar aos médicos o acesso a informações objetivas, claras e concisas sobre a doença e uma de suas principais formas de prevenção, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nessa segunda-feira (27) duas sínteses com uma série de informações sobre o tema. Os quadros abordam, inclusive, verdades e mentiras relacionadas a esse tipo de vacinação. 

Trata-se de um alerta que pretende ajudar no esclarecimento das famílias que, muitas vezes, têm dúvidas sobre como agir em caso de vacinação de crianças e adolescentes. O trabalho, baseado no documento Febre Amarela: nota informativa – produzido pelo Departamento Científico de Imunizações da SBP, orienta, em especial, os pais e os responsáveis sobre os cuidados que devem ser tomados com crianças e adolescentes na vacinação contra a febre amarela. “A SBP tem se posicionado em relação a todos os temas que envolvem a saúde da criança e neste momento de surto de febre amarela não poderia deixar de orientar os colegas pediatras, bem como a população de como se proteger frente a este agravo”, observa o dr. Renato Kfouri, presidente o do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Recomendações - “Esse é um documento que consolida o máximo de informações possíveis, prático, de fácil leitura e com informação densa”, comenta a dra. Tânia Petraglia, membro do DC de Imunizações da SBP. De acordo com os especialistas, é importante que a população saiba em que circunstâncias não é recomendada tomar uma dose da vacina.

Isso não deve acontecer, por exemplo, quando a criança tiver com menos de seis meses de idade; for portadora de algum quadro de imunodeficiência (primária ou adquirida); esteja sendo submetida a terapias imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas, etc.), ao ovo e com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timona).

A SBP também chama a atenção para boatos que circulam em redes sociais ou outros meios de divulgação que podem causar sérios problemas. Entre as inverdades, que devem ser esclarecidas e ignoradas pela população, estão fatos como a suposta proteção extra que uma pessoa teria se tomasse duas doses da vacina. “É importante lembrar que idosos, grávidas e mulheres que amamentam precisam de orientação do médico assistente”, reforça a dra. Tânia.

Áreas endêmicas - Além do quadro com estes esclarecimentos gerais, a SBP disponibilizou ainda quadro com recomendações para a vacinação contra febre amarela para moradores de áreas endêmicas ou viajantes. Pelo consolidado, reitera-se que a vacina é indicada para crianças no esquema de duas doses aos 9 meses e aos 4 anos, bem como para aqueles que têm mais de 5 anos e já receberam uma dose antes dessa idade ou nunca foram vacinadas ou ainda não têm comprovantes de imunização.

“A vacina contra a febre amarela, assim como todas as outras vacinas, tem eventos adversos, que em geral são eventos brandos que as mães já estão acostumadas no seu dia a dia com a reação vacinal e que qualquer coisa que fuja do padrão que elas estão habituadas que procurem o atendimento médico. No mais, o que já estamos vendo é uma vacinação tranquila dentro do esperado”, destaca a dra. Tânia.

A tabela oferece ainda um detalhamento sobre o esquema adequado de vacinação para estes perfis. Também traz orientações sobre como a situação de adultos, incluindo idosos, gestantes e lactantes. “Nossa preocupação é contribuir para que os pais tenham tranquilidade para encaminhar seus filhos para vacinação. Não podemos permitir que informações sem comprovação científica, baseadas em suposições, impeçam o acesso da criança e do adolescente a esta importante arma de prevenção. Por outro lado, é preciso impedir que o medo ou a falta de orientação permitam que os responsáveis exponham seus filhos a situações de risco na tentativa de protegê-los”, disse a presidente da SBP, Dra. Luciana Rodrigues Silva.

Portal do CFM – 31/03/2017

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