Poluição está relacionada a 2,7 milhões nascimentos prematuros ao ano, diz estudo

16/02/2017

O Globo

Conter a poluição do ar pode ajudar a prevenir 2,7 milhões de nascimentos prematuros por ano, uma condição que ameaça as vidas de crianças e aumenta o risco de problemas físicos e neurológicos a longo prazo, apontaram cientistas em estudo publicado nesta quinta-feira.

Partículas finas no ar, derivadas do uso do óleo diesel, queimadas e outras fontes, podem estar relacionadas ao risco de partos prematuros — em conjunto com outros riscos como a idade e a saúde da mãe — segundo o estudo, publicado no periódico "Environment International".

— A poluição do ar pode não só prejudicar pessoas que estão respirando o ar diretamente, mas pode seriamente afetar o bebê no útero da mãe — aponta Chris Malley, autora que liderou a pesquisa, baseada em informações de 2010.

A maior parte de nascimentos prematuros relacionados à poluição do ar ocorrem no Sul e no Leste da Ásia. Somente a Índia soma cerca de um milhão de partos prematuros, e a China, 500 mil. Uma mulher grávida em alguma cidade nestes países respira 10 vezes mais ar poluído do que uma futura mãe em áreas rurais da Inglaterra ou da França, por exemplo.

Por outro lado, de acordo com a pesquisa, na África subsaariana ocidental, no Norte da África e no Oriente Médio, nascimentos prematuros estão relacionados principalmente à poeira de desertos.

A cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estimados 15 milhões de bebês nascem de forma prematura e quase um milhão deles morrem após complicações decorrentes.

Ainda de acordo com a OMS, complicações em partos prematuros são a causa principal de morte em crianças com menos de 5 anos.

O Globo - 16/02/2017

Unidades: Centro | Madureira | Niterói | Tijuca. Consultas com hora marcada.
Central de Marcação de Consultas: (21) 3515-0808