Jovens fumantes têm mais chance de desenvolver DPOC no futuro

02/09/2016

Jornal Dia Dia

Estudo recente do Ministério da Saúde mostrou que 18,5% dos adolescentes entre 12 e 17 anos já tiveram contato com o cigarro. Desses, 80% podem se tornar tabagistas e entrar para o grupo de risco da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

Responsável por 90% das mortes de fumantes, a DPOC bloqueia parcialmente os brônquios e dificulta a passagem e absorção do oxigênio. A princípio, sintomas como tosse, pigarro e cansaço passam despercebidos, porém, a longo prazo, o paciente sente falta de ar e tem infecções constantes.

"Poucos veem as consequências do cigarro ainda na juventude, mas a partir dos 40 anos, os sinais da DPOC podem ser mais agressivos e comprometer a qualidade de vida. Inicialmente, a falta de ar só se manifesta durante os exercícios físicos e o paciente não desconfia que isso pode ser um problema grave. É muito comum que ele leve anos até buscar um diagnóstico", afirma o Dr. Alex Macedo, mestre em Pneumologia pela Unifesp e presidente da regional de Santos (SP) da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

De acordo com a Associação Brasileira de Portadores de DPOC (ABP DPOC), a doença atinge mais de 7 milhões de pessoas no Brasil e é 14 vezes mais fatal em tabagistas, conforme dados do INCA.

"O diagnóstico é feito por meio da espirometria, exame que mede o volume de ar e a rapidez que uma pessoa pode inspirar e expirar. Uma vez que o diagnóstico é confirmado, é necessário definir o curso do tratamento", explica o Dr. Macedo.

O primeiro passo para preservar a qualidade de vida do paciente é a mudança de hábitos. Abandonar o cigarro é essencial. Em seguida, especialistas em Pneumologia, Fisioterapia e Nutrição ajudam cada um de forma individual, seguindo suas limitações e características.

Além da mudança no estilo de vida, o uso de medicamento é indicado de acordo com o grau em que a doença se encontra. "Na fase inicial são utilizados broncodilatadores, que relaxam a musculatura ao redor do aparelho respiratório e facilitam a respiração", completa o pneumologista.

O uso de medicamentos para combater a infecção oferece uma melhora do quadro em até três dias para 70% dos pacientes. Em estados mais graves, a terapia intermitentemente por um ano pode diminuir as infecções em 45% e aumentar o intervalo entre as crises.

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